A Engrenagem Chamada Ciência de Dados nas Empresas

A Engrenagem Chamada Ciência de Dados nas Empresas

A sociedade vem passando por constantes mudanças, e vemos que ao longo do tempo temos aperfeiçoado e muito a capacidade de entendermos as coisas ao nosso redor e de transformá-las também. Foi assim na primeira revolução industrial (1840 a 1970), que impulsionada pelas máquinas a vapor levou as indústrias têxteis e de ferro a outro patamar.

Logo em seguida tivemos a segunda revolução industrial (1939 a 1945), trazendo avanços químicos, elétricos, petrolíferos, e nas indústrias de aço da mesma forma. A partir daí tudo começou a andar a passos lentos, mas significativos, mudando os rumos da história.

Chegamos à terceira revolução industrial (1950 a 2000), em que uma ruptura aconteceu. Tivemos os computadores, telefones celulares, notebooks e a internet. Então nada mais foi como no passado. Novos empregos foram criados, jeitos inovadores de comunicação foram surgindo, e apareceu uma peculiaridade que foi o resultado produzido em tudo o que recentemente tinha se adquirido, os dados. Esses dados, por si, não trazem tanto significado, uma vez que é apenas uma parte do quebra-cabeças. Mas não passou despercebido. Por meio do computador tivemos um vislumbre do que seu conjunto bem organizado poderia proporcionar.

Atualmente, vivemos a quarta revolução industrial, alavancada pelas novas tecnologias como: BigData, IoT (Internet of Things), inteligência artificial, B.I (Business Intelligence) e outras. Aqui os passos lentos tornaram-se uma corrida a passos largos, cujo grande facilitador  foram os dados; agora não desconexos ou jogados simplesmente, mas organizados, dispostos de uma maneira que faz sentido, e a isso damos o nome de informação. Isso trouxe mudanças massivas em como os negócios são geridos. A importância de saber buscar, juntar, processar de forma inteligente e transformar em painéis informativos é tão necessária que se tornou um item fundamental no crescimento das empresas.

Como disse Bill Gates, “Em alguns anos vão existir dois tipos de empresas: as que fazem negócios pela internet e as que estão fora dos negócios”. É a fim de medir como está o empreendimento que existe a ciência de dados. Usufruindo de tudo o que a quarta revolução nos trouxe de tecnologia, podemos saber assertivamente se um novo produto vai funcionar no mercado para o nicho ao qual queremos submetê-lo antes mesmo de lançar. Grandes corporações como a Netflix, Google, Facebook e outros nasceram da ideia de como utilizar a informação de forma a conquistar clientes por meio de análises, e conseguiram com maestria a ponto de dominar muitos mercados e serem pioneiras no seu ramo. A ferramenta de recomendação da Netflix e do Spotify e as propagandas direcionadas a parcelas específicas de usuários com o Google Adwords levaram essas empresas a se consolidarem em seus respectivos segmentos.

Em suma, obter dados não é o suficiente se eles não mostrarem nada de relevante. Se não tratados, fazem o efeito inverso ao de dar bom suporte a decisões. A ciência de dados é a arte de extrair segredos dos dados e revelar todos eles de forma bem compreensível. Analistas terão cada vez mais trabalho daqui para frente, uma vez que a tendência é aumentar ainda mais o fluxo de informações geradas pelos dispositivos atuais e dos que ainda estão por vir num futuro próximo. O modo como vemos e nos relacionamos com o mundo já foi radicalmente mudado, e isso tem entregado muito mais autonomia ao homem. Realmente, essa engrenagem chamada ciência de dados veio para ficar.


 

 

Autor: Micael Jeremias Oliveira de Assis
Graduando em Sistemas de Informação na Faculdade Delta