Reflexão sobre as desigualdades sociais no âmbito do trabalho

Reflexão sobre as desigualdades sociais no âmbito do trabalho

Desigualdade social é um processo que permeia as relações, no qual indivíduos de uma classe social não convivem de igual para igual com os de outras classes sociais, sendo que as aquelas mais altas são privilegiadas. Alguns exemplos de desigualdades no mundo são: de gênero, racial, etária e econômica. Os grupos minoritários, que são aqueles desfavorecidos pelas diferenças sociais, acabam segregados da sociedade, são mais vítimas de violência e os mais vulneráveis em momentos de crises econômicas. Eles também sofrem os efeitos dentro do mercado de trabalho, como será exemplificado nesse artigo.

A desigualdade de gênero, por exemplo, privilegia os homens. No mercado de trabalho isso pode ser constatado pelo fato de mulheres ocuparem cargos inferiores ou mesmo serem menos remuneradas quando exercem a mesma função que os homens.

A desigualdade racial, tão evidente no mercado de trabalho, começa na educação, em que a maioria das pessoas negras não tem condições de fazer um curso superior.

A desigualdade etária nas Organizações se constata na desvalorização de pessoas idosas, que, quando estão empregadas, exercem funções de menos responsabilidade e não são incentivadas a promoções. Quando se trata de desemprego, o cenário fica ainda pior, pois pessoas com idade avançada têm mais dificuldade em encontrar trabalho do que os jovens.

A desigualdade econômica reflete e está refletida no fato de que grande parte da população produtiva e competente da sociedade não tem as oportunidades e/ou as recompensas e os reconhecimentos necessários para ingressarem e crescerem no trabalho. Em outras palavras, mulheres, idosos, pessoas negras e de outras etnias que são plenamente capazes de produzir conhecimento, bens e serviços por meio do seu trabalho, não podem fazê-lo e a consequência disso é que todos indivíduos, Organizações e sociedade perdem.

É bastante desafiador para os cidadãos conseguirem equilíbrio para sobreviver em uma sociedade tão desigual quanto a nossa. O caminho para uma justiça social passa pelo indivíduo, que deve ter voz ativa, protestar e lutar pelos seus direitos, e devemos atribuir também ao poder público a responsabilidade por dar voz à população e implementar políticas que atendam aos interesses dessa gente, que embora tenha “minoritário” em sua denominação, constitui a maioria da população que é capaz de fazer esse país prosperar e que merece prosperar junto!



Autora:
Ana Lígia Caldas,
Graduanda em Gestão de Recursos Humanos
na Faculdade Delta