Somos todos diferentes

Somos todos diferentes

A ideia de inclusão vai além da simples abertura das instituições para as pessoas com deficiência. Trata-se de uma ideia revolucionária a respeito das pessoas que não se encaixam nos padrões impostos pela sociedade.

Pensar em inclusão é ver o outro de acordo com seu potencial e não se restringindo as suas limitações. Se levarmos em conta que cada ser é único e tem suas próprias características, a deficiência, a cor da pele, a condição social, o gênero, a religião, enfim, traços diversos que usam para distinguir as pessoas deixam de ser aquilo que as define.

Tolerar o outro com suas diferenças não é o suficiente, é preciso respeito. Muitas vezes o que deve ser feito é a simples remoção de barreiras que impedem o desenvolvimento das pessoas. Hoje existem inúmeras leis que asseguram a acessibilidade às pessoas com deficiência.

Barreiras físicas impedem a locomoção de pessoas com algum tipo de deficiência motora. Se não fossem as leis de acessibilidade, provavelmente ainda estaríamos vivendo em prédios com acesso somente por degraus, ruas com calçadas desniveladas e sem rebaixamento, além de banheiros públicos sem espaço para cadeiras de rodas.

Pessoas com deficiência visual e cadeirantes ainda encontram problemas como esses, mas não são a regra. Além disso, hoje tem como denunciar. É importante que as pessoas com deficiência e suas famílias conheçam seus direitos e busquem as autoridades quando não são respeitadas.

A barreira comunicacional impede a interação entre a sociedade e pessoas surdas. Libras é uma língua reconhecida como meio legal de comunicação, mesmo assim são poucas os ouvintes que buscam aprendê-la, inclusive dentre os familiares de surdos.  Por esse motivo, muitas crianças surdas chegam às escolas sem terem aprendido nenhuma língua, necessitando aprender Libras e Português escrito ao mesmo tempo. Isso gera muitas dificuldades no contexto escolar.

Autistas e pessoas com deficiências mais severas também podem apresentar barreiras na comunicação. Cabe às famílias buscarem alternativas para que não fiquem isolados. Vários profissionais da área da saúde e da educação têm conhecimentos de possibilidades de comunicação para trabalharem com esse público. O isolamento não é mais uma opção.

Outra barreira conhecida e talvez até pior do que as outras é a atitudinal. Pessoas que não apresentam um olhar humano em relação ao outro e por isso ignoram aquele que é “diferente” ou até demonstram preconceito. É preciso ver o outro em suas potencialidades, todos são capazes de algo. As limitações existem, mas há ainda muito o que podem fazer.

Além dessas, existem outras barreiras. A sociedade precisa rever seus conceitos, mudar seus paradigmas e perceber que o diferente não é a exceção. Pelo contrário SOMOS TODOS DIFERENTES e não há ninguém igual a ninguém.

 

Karina M. M. Borges Cunha

Mestre em Letras e Linguística – Faculdade de Letras – Universidade Federal de Goiás; Especializando em Psicopedagogia – Faculdade Delta; Especialista em Língua Portuguesa; Graduada em Letras – Português e Inglês; Bacharel em Fonoaudiologia. Professora da Faculdade Delta e Diretora do NAAH/S (Núcleo de Atividades em Altas Habilidades / Superdotação).

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